Servidoras fazem greve de fome contra descontos salariais
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terça-feira, 29 de maio de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Quatro servidoras do sistema público estadual de saúde inciaram ontem, em Curitiba, uma greve de fome que deve durar 48 horas para protestar contra descontos feitos pelo governo nos salários de funcionários que não cumprem jornada de trabalho semanal de 40 horas. Segundo o Sindisaúde, que representa a categoria, cerca de 500 servidores tiveram seus vencimentos descontados no mês passado. Eles alegam ter amparo legal para trabalhar 30 horas por semana.
Mari Elaine Rodella, diretora do Sindisaúde que aderiu à greve, explica que o objetivo da manifestação é tentar sensibilizar o governo estadual para que reveja sua atitude. ''Algumas de nossas profissões são regidas por leis federais que estabelecem jornada de 30 horas. Temos esse direito e o governo não pode simplesmente aplicar descontos para dias em que efetivamente trabalhamos.'' Além dela, participam da greve de fome as servidoras Lismari Buffa de Barros, Marlene Pereira Ozório e Beatriz Lucindo.
Elas pretendiam ficar até amanhã no plenário da Assembléia Legislativa, o que acabou não sendo permitido pelo presidente da Casa, Nelson Justus (DEM). As grevistas, então, foram para a sede do Sindisaúde, onde passariam a noite. Apesar disso, Elaine diz que Justus se comprometeu a levar o assunto ao governador Roberto Requião (PMDB) e discutir a possibilidade de tramitação de um projeto de lei que estabeleça a jornada de 30 horas semanais para a Saúde.
Projeto semelhante foi aprovado pela Assembléia em 2004, mas acabou sendo vetado por Requião. No ano seguinte, o governador assinou um decreto em que instituiu a jornada de 40 horas para todos os servidores da Saúde, excluindo-se os médicos. Agora, segundo o Sindisaúde, funcionários que continuam trabalhando 30 horas estão tendo os salários descontados. ''O que queremos é abrir uma negociação com o governo do Estado e esperamos conseguir isso com a greve de fome'', diz Elaine Rodella.


