Servidoras enceram greve de fome
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Rodrigo Lopes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Quatro funcionárias da rede estadual de Saúde que permaneceram em greve de fome durante dois dias encerraram a manifestação ontem sem conseguir abrir negociações com o governo. Elas protestavam contra descontos nos salários dos servidores que não cumpriram a jornada de trabalho de 40 horas semanais, conforme determina decreto estadual. Segundo as manifestantes, muitos dos profissionais têm direito a cumprir jornadas de 30 horas.
As funcionárias começaram a greve de fome na última terça-feira, na Assembléia Legislativa. Depois de passar a noite na sede do Sindisaúde, sindicato que representa a categoria, elas foram na manhã de quarta para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), onde permaneceram até às 15 horas de ontem. Apesar disso, não conseguiram seu principal objetivo: conversar com o secretário Cláudio Xavier.
Segundo Elaine Rodella, uma das servidoras que aderiu à greve de fome, a categoria quer abrir negociações com o governo estadual em relação à jornada de trabalho na área da Saúde. ''Infelizmente não houve conversa, mas conseguimos chamar atenção para a luta dos servidores'', disse. Agora, os funcionários pretendem promover novas manifestações. Uma delas acontece hoje, no Centro de Curitiba.
A Sesa, por sua vez, reafirmou ontem a postura adotada em uma nota oficial divulgada na quarta-feira. Nela, a Sesa diz que não abre mão da jornada de trabalho de 40 horas semanais, definida por decreto e lei estaduais, e afirma que continuará descontando os salários de servidores que não cumprirem a carga horária. Além disso, dá a entender que não vai abrir negociação alguma com os funcionários para discutir o assunto.


