Servidor suspeito de lavagem volta à Câmara de Londrina
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sábado, 11 de novembro de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
O servidor público João Edson Danzinger, investigado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público (MP) de Londrina por suposto envolvimento em abertura de contas fantasmas e envio irregular de recursos para o exterior, vai voltar a prestar serviços para a Câmara Municipal. Funcionário da prefeitura desde 1992, ele foi cedido em 1994 para o Legislativo onde trabalhava até a metade deste ano. Mas acabou devolvido à prefeitura depois que seu nome surgiu nas investigações.
Segundo informações do departamento pessoal da prefeitura, um novo pedido de cessão do funcionário foi assinado pelo presidente do Legislativo, Flávio Vedoato, na primeira semana de outubro. Ontem, Vedoato não foi localizado para explicar a solicitação. O diretor da Câmara, Francisco Mestre, disse que não sabia que Danzinger já tinha sido devolvido para a prefeitura e, em outubro, cedido novamente para a Câmara. Pelas minhas mãos não passaram nada, afirmou.
Mestre acrescentou que Danzinger está lotado no setor de serviços gerais e não mais em gabinete de vereadores e que o fato dele estar sendo investigado no MP e na Polícia Federal não interfere no trabalho na Câmara. A gente não entra no mérito. Só se ele for condenado, observou. Mestre acrescentou que o servidor não está trabalhando porque se encontra em licença médica. Não tenho previsão de quando ele sai da licença.
Segundo depoimento do contador Ilvino Fazoli, prestado à PF, Danzinger teria encomendado a elaboração de contratos sociais de empresas que tiveram contas fantasmas abertas em agências do Banestado em Londrina. Algumas dessas contas serviram para lavar o dinheiro desviado da prefeitura em licitações fraudulentas. A Polícia também descobriu que duas empresas que estão no nome do servidor enviaram para fora R$ 6,5 milhões por meio de contas CC-5.


