Os servidores municipais de Londrina começam hoje uma mobilização para reivindicar reajuste salarial de 14,86%. As perdas se referem ao período de 2000 e 2001 e foram calculadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). O sindicato também vai convocar os servidores para a primeira sessão da Câmara, na terça-feira. O objetivo é cobrar a retirada de pauta da reforma administrativa proposta pelo prefeito Nedson Micheleti (PT), extinguindo diversos benefícios da categoria.
As reivindicações foram encaminhadas à administração municipal antes do Carnaval e chegaram ontem ao secretário de Fazenda, Paulo Bernardo.
‘‘Vamos ver se temos condições de dar um reajuste’’, resumiu o secretário. O Sindiserv vai cobrar do prefeito que a reforma seja retirada de pauta. ‘‘Já que vamos entrar na negociação da data-base, não há porque esse desgaste, muitos pontos estão na pauta de reivindicações’’, lembrou a presidente do Sindserv, Marlene Valadão Godoi.
A reforma prevê mudanças no pagamento da Remuneração Adicional Variável (RAV). São R$ 130 mil mensais para pouco mais de 320 servidores, além de R$ 390 mil trimestrais ao restante da categoria. Também extingue a licença-prêmio, que representa três meses de benefício a cada cinco anos de trabalho, além do fim das progressões vertical (professores) e horizontal (demais servidores). Pelo sistema de progressão, o professor municipal que conclui o nível superior recebe 15% de reajuste. Os demais servidores recebem 2,5% de aumento anual ao atingir nota sete numa avaliação interna.
Paulo Bernardo afirma que a pauta de reivindicações contém pedidos ‘‘ilógicos’’, como a abertura de três concursos para a contratação de pessoal. ‘‘É muito mais o caso de ser fazer uma reorganização e realocar funcionários de maneira à melhorar a produtividade’’, analisou. Ele disse ainda que no início do ano passado a folha consumia 73,5% do orçamento municipal, mas em dezembro esse índice caiu para 58,8%.

mockup