Servidor que soltou ratos é exonerado
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quinta-feira, 09 de abril de 2015
Márcio Falcão e Aguirre Talento<br> Folhapress 
Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou ontem que sejam tomadas as providências necessárias para a exoneração do servidor da Casa que soltou uma caixa com seis ratos provocando um tumulto no plenário da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. O funcionário foi identificado como Márcio Martins de Oliveira e está lotado no gabinete da segunda vice-presidência, controlada pelo deputado Giacobo (PR-PR).
Ele é servidor comissionado, contratado por indicação política, ocupando a função de assistente de gabinete desde 9 de março e recebe salário mensal de R$ 2,3 mil. Antes de ocupar este cargo, Oliveira foi secretário parlamentar do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), entre 12 de abril de 2014 e 8 de março de 2015. A assessoria do deputado Fernando Giacobo informou que ele não vai se pronunciar sobre o assunto por não ter conhecimento do ocorrido durante a sessão da CPI, e que não responde pelo ato de terceiros.
A soltura dos ratos foi organizada por parlamentares de oposição para marcar a entrada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para seu depoimento à CPI. Logo após a entrada de Vaccari, cercado por seu advogado e uma dezena de parlamentares petistas para demonstrar força e apoio interno, o servidor abriu uma caixa e soltou seis ratos no plenário, irritando petistas. O presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), pediu que os envolvidos sejam identificados. "Infelizmente tivemos um procedimento infeliz, mas já tomamos as providências. Quero deixar bem claro que nada nos impedirá de dar prosseguimento à reunião. Tivemos procedimento infeliz e nós vamos seguir com a oitiva do senhor Vaccari." O deputado Jorge Solla (PT-BA) acusou o deputado delegado Waldir (PSDB-GO) de ser o responsável pelos episódio. "Isso não pode passar despercebido. O deputado delegado deu a deixa para um comparsa soltar os ratos. Quero que isso conste na ata", disse o petista. O tucano reagiu e eles bateram boca. "Acabei de ser acusado e quero que ele prove isso. Não estou armado aqui. Vou processar ele. Gostaria de estar com algema para prender bandidos aqui." Os dois parlamentares trocaram gritos de "bandido é você".


