Cerca de 500 servidores da prefeitura de Londrina aprovaram por unanimidade o indicativo de greve na assembléia realizada na noite de quinta-feira. Os servidores reivindicam uma reposição salarial de 14,86%, referente às perdas de 2000 e 2001.
Após três reuniões com o secretário de Administração e Recursos Humanos, que está acumulando interinamente a pasta da Fazenda, Rubens Menoli, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), não obteve contraproposta da prefeitura. ‘‘A assembléia aprovou o indicativo de greve e marcou uma nova reunião para a próxima quinta-feira, para que a gente discuta alguma proposta da administação, que poderá ser apresentada na próxima negociação’’, disse a presidente do Sindserv, Marlene Valadão Godoi. Sindicato e administração voltam a se reunir no início da próxima semana.
Segundo Marlene, apesar de ter sido rápida a negociação dos outros 34 itens da pauta de reivindicações, apresentada em fevereiro, ‘‘o nó agora é o reajuste’’. ‘‘Os servidores estavam esperançosos que se chegasse a alguma proposta e quando colocamos que a proposta era zero, os servidores se manifestaram. Há um descontentamento geral e a preocupação é chegarmos na mesma situação que chegaram os (servidores) estaduais’’, relatou Marlene, se referindo aos cinco meses de paralisação dos servidores das universidades estaduais. ‘‘Se não tivermos nada de reajuste no nosso salário, no ano que vem, o índice será muito maior. Se nós formos pela paralisação, é por tempo indeterminado’’, complementou.
Apesar da ameaça de paralisação, o secretário disse que ainda não tem proposta de reajuste salarial. ‘‘Nós vamos continuar conversando. Temos dificuldades de dar a reposição salarial, mas estamos tentando achar uma forma de pelo menos resolver algumas questões’’, afirmou.
Segundo Menoli, o prefeito Nedson Micheleti (PT), que até agora se manteve afastado das negociações com o sindicato, solicitou o encaminhamento de dados sobre o funcionalismo municipal. ‘‘O prefeito pediu alguns dados e estou levantando. É complicado para a população, para a prefeitura e para o próprio funcionário. A greve é desgastante, mas acredito que vá prevalecer o bom senso’’, disse o secretário.

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