Ao se apresentar na delegacia de polícia de Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina), o servidor municipal Antonio Tavares negou a agressão ao prefeito Tide Balzanelo (PT), quando foi exonerado, na segunda-feira, do cargo comissionado de diretor administrativo. Tavares prestou depoimento no inquérito que apura o suposto crime de lesão corporal. "Não haveria motivos para agredir ninguém."

Conforme a FOLHA noticiou anteontem, o prefeito registrou boletim de ocorrência (BO) contra o servidor, pela suposta agressão no prédio da prefeitura. Tavares reconheceu, ontem, em entrevista, que "chegou a acontecer um empurra-empurra lá na hora em que eu estava desocupando as gavetas da minha sala para deixar o cargo, foi aí que ele (Tide) caiu e se machucou". De acordo com o servidor, "foi o prefeito que chegou áspero, tentando retirar meus pertences, mas eu carregava documentos que são meus". Segundo o ex-comissionado, que voltou para a função de motorista, ele pediu a exoneração da diretoria "porque estava vendo situações irregulares e não queria comprometer o meu nome".

Tavares afirmou que pretende levar ao Ministério Público (MP) do Paraná as denúncias sobre as supostas ilegalidades na Prefeitura de Sertanópolis. "Talvez por isso o prefeito quisesse reter o que estava comigo." Quanto ao inquérito policial, onde ele é investigado como suspeito de lesão corporal, Tavares lamentou. "Virei bandido da noite para o dia, enquanto o prefeito está se promovendo." Ele também criticou o prefeito por possível pressão política, para apoio a candidato indicado.

Balzanelo rechaçou as afirmações do servidor. Segundo o prefeito, a agressão aconteceu "inesperadamente". Ele não descartou a abertura de sindicância para apurar a conduta do servidor. O prefeito também negou pressão política. Sobre as alegadas irregularidades na administração, "ele que denuncie e nós vamos ajustar o que for preciso".

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