Servidor acusado pediu licença há dois anos
O departamento de Recursos Humanos (RH) da Prefeitura de Maringá confirmou que Waldemir Reinaldo Corrêa, acusado de participar do desvio de R$ 2,6 milhões da Secretaria de Fazenda, é servidor municipal licenciado. Ele é citado na ação civil pública do Ministério Público (MP) como funcionário do ex-secretário Luis Antônio Paolicchi, e responsável pelo recebimento dos cheques desviados da prefeitura.
Os 46 cheques da conta do município na Caixa Econômica Federal, de valores que variam de R$ 3,9 mil a R$ 162 mil, eram depositados diretamente na conta de Corrêa, no Banco do Brasil. Da conta dele, saíram na mesma época dezembro de 1998 a março de 1999 116 cheques nominais a empresas do município, depositados na conta de Paolicchi na mesma agência.
No RH, a informação é que Corrêa foi admitido na prefeitura por meio de concurso em 1991 e trabalhava na Secretaria de Fazenda, onde conheceu Paolicchi. Há cerca de dois anos, ele pediu licença sem remuneração para trabalhar na Mineradora Rainha, em Iguaraçu, que tem Paolicchi como acionista majoritário.
A primeira licença venceu há alguns meses e Corrêa voltou a pedir mais dois anos de afastamento sem remuneração, conforme permite o estatuto do servidor municipal. A Folha tentou contato com Corrêa através de um telefone que consta na lista, em nome dele, mas número não atendeu durante os últimos dias. (M.Z.)





