Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), cidade com 11,5 mil eleitores, tem sua economia baseada na agricultura, principalmente nos cultivos de soja, trigo e milho, que acumulam cerca de 60% da economia local. As indústrias e o comércio representam os outros 40%. A cidade foi administrada nos últimos oito anos por Reinaldo Ramos Reis (PSDB) e agora duas coligações disputam o cargo nas eleições de outubro. Moradores ouvidos pela Folha se declararam pouco otimistas com os políticos e reclamaram da falta de emprego e da precariedade do setor de saúde no município.
A coligação ''Sertanópolis em boas mãos'' uniu os partidos PFL, PT, PSDB, PSL e PP. O atual vice-prefeito, Aleocideo Balsanelo, 57 anos, é o candidato a prefeito e tem Antônio Carlos Zanin (PT) como vice. Conhecido como Tide, o candidato do PFL foi vereador por dois mandatos e afirmou que pretende dar prosseguimento à administração de Reinaldo Reis. ''Quero dar sequência ao trabalho do atual prefeito e incrementar a industrialização e o emprego na cidade'', destacou Balsanelo. Ele também se referiu à saúde e ao asfalto como prioridades caso venha a se tornar o responsável pela administração municipal. O teto com gastos de campanha da aliança é de R$ 500 mil, que serão empregados em comícios, materiais impressos e cabos eleitorais.
O médico Luiz Oporto, 56 anos, é o candidato a prefeito da coligação ''Sertanópolis, novos rumos'' (PMDB, PPS, PTB, PL e PDT), que tem Ezequiel Baldon (PMDB) como vice. Boliviano nacionalizado brasileiro, Dr. Luiz trabalha como médico em Sertanópolis há 27 anos e é vereador. ''Tenho um carinho pela cidade e gostaria de dar alguma coisa de mim para a cidade que me acolheu tão bem'', justificou Oporto sobre sua candidatura. Ele descreveu que o principal problema da cidade é o desemprego. ''Pretendemos investir pesado no desemprego fazendo um parque industrial para ter condições de chamar as indústrias'', declarou Luiz Oporto. Ele argumenta que Sertanópolis tem localização privilegiada na rodovia que liga São Paulo ao Mercosul, fato que será utilizado para fomentar a industrialização. Os gastos de campanha têm teto de R$ 300 mil. ''É pé no chão e saliva'', brincou o médico-candidato. Ele adiantou que tentará conciliar a profissão e o mandato, caso seja eleito.

mockup