O deputado federal e ex-relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB), disse ontem em Londrina que irá ''disputar'' o cargo de vice na chapa encabeçada pelo governador Roberto Requião, se o atual vice-governador Orlando Pessuti não estiver no páreo. Pessuti foi eleito pela Assembléia Legislativa, no início do ano, para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas (TC), mas sua recusa em assumir o cargo tem alimentado versões de que prefere permanecer no governo.
A definição do nome que irá concorrer ao segundo cargo mais importante do Palácio do Iguaçu na chapa peemedebista deve aguardar o fechamento das coligações partidárias. A histórica divisão interna do PMDB - entre os que querem candidato à Presidência da República e os que preferem privilegiar alianças regionais - indica que a decisão será tomada perto de 30 de junho, prazo final para a oficialização das candidaturas.
''Enquanto as coligações não forem definidas, não posso entrar em campo. Mas, (a candidatura a vice) é uma possibilidade que muito me orgulha. Já falei com o governador e ele vê com bons olhos como possibilidade partidária'', explicou. ''Um impedimento para isso seria a manutenção do nome do Pessuti. O vice-governador está voltando à tona e se confirmar que continua, retiro meu nome. Neste caso, vou concorrer à reeleição para a Câmara''.
Osmar Serraglio - que fez palestra ontem à noite para alunos de Administração de Empresas da Unopar - comentou também os indícios de lavagem de dinheiro levantados pela Polícia Federal (PF) contra a esposa e dois assessores do deputado federal José Janene (PP). A investigação da PF se baseou na descoberta da CPI dos Correios de que o publicitário mineiro Marcos Valério teria transferido mais de R$ 4,1 milhões para o deputado.
Apesar de considerar grave a acusação, Serraglio prevê que o fato novo não fará muita diferença no julgamento do mandato deputado do PP pela Comissão de Ética da Câmara. Janene é um dos últimos acusados do mensalão a ser processado por quebra de decoro parlamentar e deve prestar depoimento no próximo dia 31. ''Infelizmente, depois que vi o resultado de outros julgamentos assemelhados de corrupção fiquei com a impressão de que será uma surpresa se ele for cassado.''

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