O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), defendeu ontem - durante visita a FOLHA - a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e o aumento do percentual.
''O índice da CPMF poderia até dobrar, mas sem aumentar a carga tributária do brasileiro, diminuindo ou até extinguindo a cobrança de um outro imposto. Na verdade, eu quero mesmo um imposto único e simplificado'', defendeu.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) - que prevê a prorrogação da contribuição até 2011 - foi aprovada na Câmara de Deputados esta semana em primeiro turno. A expectativa é que a PEC volte a plenário no dia 9.
Questionado sobre os resultados da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, Serraglio disse estar satisfeito com a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) que transformou em réus em um processo criminal 40 acusados de participar do mensalão.
''Dizem que as CPIs não dão em nada, mas basta analisar esse julgamento feito pelo STF. Quem levou as acusações para o Procurador-Geral da República foi a CPI'', argumentou.
Sobre a permanência de Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado, o deputado disse que o mais correto seria o seu colega de partido deixar o cargo. ''Eu não aceito a presidência dele, pois segundo a opinião pública o Renan não parece honesto, embora possa ser'', revelou.
Para finalizar, o parlamentar que também é professor universitário comentou a matéria publicada ontem pela FOLHA que revelou o problema da pouca frequência de alunos e professores nas salas de aula das universidades. ''Precisamos de uma conscientização das nossas instituições de ensino público que a cada ano despejam no mercado centenas de milhares de jovens que estão sendo enganados. Por outro lado, os estudantes precisam saber que, mais para frente, pagarão caro pelas aulas que deixam de assistir hoje.''

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