São Paulo O candidato petista à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva ''enfrentará um exército livre'', caso José Serra (PSDB) chegue ao segundo turno das eleições. O alerta foi feito, ontem, pelo coordenador político da campanha tucana, deputado Pimenta da Veiga (PSDB-MG).
Segundo Veiga, a equipe de Serra já começou a montar o time de aliados que Lula terá de enfrentar. Veiga disse apostar na força de um ''exército livre'' de pelo menos seis governadores tucanos e aliados, ''que devem sair amplamente vitoriosos no primeiro turno, liberando-se da briga local para se dedicarem, com exclusividade, à eleição de Serra.''
O objetivo do anúncio desta estratégia é tentar convencer o eleitor da importância de ter o tucano no segundo turno. Essa estratégia também foi usada nos programas eleitorais no rádio e na TV do presidenciável do PSDB nos últimos dias.
''Teremos vantagens objetivas muito grandes sobre o PT no segundo turno. Seremos seis governadores contra dois'', contabilizou o coordenador da campanha tucana. De acordo com ele, o PSDB conta com a vitória, já no domingo, de Aécio Neves, em Minas Gerais; Marconi Perillo, em Goiás; Cássio Cunha Lima, na Paraíba; e Lúcio Alcântara, no Ceará.
Veiga explicou que o candidato tucano terá outras vantagens. Ele disse acreditar que Lula iniciará o segundo round com ''sabor de derrota'' e que os deputados de partidos aliados (PMDB, PPB, PFL e até mesmo do PSDB), hoje constrangidos em trabalhar abertamente para Serra diante do favoritismo de Lula junto ao eleitorado, finalmente entrarão na campanha.

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