Brasília O candidato à Presidente da República José Serra (PSDB) recebeu, ontem, o apoio da Convenção Nacional das Assembléias de Deus, órgão que representa mais de 20 mil ministros evangélicos e 23 mil templos que congregam 8 milhões de fiéis no Brasil inteiro, segundo documento divulgado pela igreja.
Em pronunciamento de agradecimento, Serra afirmou que em 40 anos de vida pública, incluindo a fase de líder estudantil, sempre respeitou direitos civis e a liberdade religiosa. Ele elogiou a atuação dos evangélicos com a juventude e disse que contava com eles numa parceria pelas causas sociais.
Encerrada a manifestação de apoio, presidida pelo bispo Manoel Ferreira, candidato derrotado a uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro, Serra retomou a estratégia de desafiar o adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para debater propostas de governo. Sem citar o nome de Lula, o tucano disse que candidato do PT evita o debate de programas de governo ''como se tivesse algo a esconder''.
Para Serra, ''é como se houvesse um PT emocional, bonito, tranquilo, o PT do MST e o das administrações públicas''. O candidato tucano disse que, no segundo turno, ''nós precisamos de menos marketing, menos publicidade e de mais verdade, mais realidade e mais propostas''.
Há três debates previstos por redes nacionais de TV, mas o PT propõe que apenas um seja realizado e transmitido por um pool de emissoras. ''O debate, no segundo, turno é fundamental. As posições a respeito do Brasil, as propostas sobre o Brasil precisam ser confrontadas para que se possa fazer paralelos entre elas, para que a população possa escolher o seu caminho'', afirmou.

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