Serra quer'nome nacional' para compor chapa forte
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sexta-feira, 03 de maio de 2002
Christiane Samarco<BR>Agência Estado 
Brasília - A despeito do esforço de aproximação do PFL, que, na avaliação de setores do PSDB, deve resultar na oferta do posto de vice na chapa presidencial a um pefelista, o candidato tucano José Serra está disposto a manter o compromisso de aliança preferencial com o PMDB. Foi o que ele garantiu ao presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP). Mas o candidato ainda não definiu o critério que vai sustentar a escolha do vice peemedebista. Nem está convencido de que o parceiro de chapa tem que ser do Nordeste.
Tucanos nordestinos insistem que o equilíbrio federativo deve ser observado na montagem da chapa, entregando a vice à um representante da região. Mas Serra não está fechado com esta tese do Nordeste, diz Temer, repetindo informação de um dirigente tucano muito próximo ao pré-candidato.
Pelo menos não, por enquanto.
A tese do vice nordestino agrada em cheio a cúpula peemedebista, o que faz do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) o mais forte candidato para compor com o titular paulista. Mas não é de hoje que José Serra faz sinais em outra direção, pois insiste que gostaria de ter um nome nacional, que represente bem o PMDB e o ajude a vencer a disputa contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, a preferência se divide entre a deputada Rita Camata (ES) e o senador Pedro Simon (RS).


