Serra quer retomar aliança que apoiou FHC
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terça-feira, 08 de outubro de 2002
Eduardo Cucolo<br>Agência Folha 
São Paulo O candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) estará hoje em Brasília para tentar ressuscitar a aliança que apoiou o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) neste seu segundo mandato. O tucano tem encontros agendados com líderes do PMDB, PPB e PSDB.
Além disto, será anunciada hoje a decisão do PFL sobre qual candidato irá apoiar no segundo turno. O vice-presidente da República, Marco Maciel (PFL-PE), que esteve reunido ontem em São Paulo com Serra, afirmou que é possível recuperar a aliança de FHC. ''Do ponto de vista programático é possível recuperar esta aliança'', disse Maciel, que defende o apoio integral do PFL a Serra contra o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O presidente nacional do PMDB, Michel Temer, que também participou do encontro de ontem com Serra, disse acreditar que é possível aumentar a adesão do seu partido que tem líderes apoiando Lula à candidatura tucana. ''Quem não aderir também deve adotar uma posição amenizada'', afirmou Temer.
Uma das principais estratégias da campanha tucana neste segundo turno será a tentativa de confronto e de debate de propostas com o adversário petista. Serra disse, ontem, que o segundo turno não é uma prorrogação de jogo. ''O jogo começa agora, na direção do debate e no aprofundamento das propostas'', reiterou ele durante pronunciamento de 15 minutos que fez após encontro com o comando de sua campanha e lideranças políticas, entre elas sua vice-presidente Rita Camata (PMDB-ES).
''O Brasil está cheio de problemas, temos de olhar para o futuro e ver quem tem competência para executar as propostas. Por isso, o debate no segundo turno é essencial para que a população possa confrontar as experiências dos candidatos'', afirmou Serra. Ele disse que aguarda com muita ansiedade os três debates marcados pelas emissoras de tevê (Bandeirante, Record e Globo), onde poderá confrontar suas propostas com as do adversário petista. ''Vou apresentar minha imagem, pois não tenho duas ou três caras''.
O candidato tucano disse ainda que um dos motivos porque aguarda com ansiedade os debates com Lula é que deseja mostrar como pretende enfrentar algumas questões críticas, tais como o quadro econômico internacional adverso. Segundo ele, o presidente eleito precisa saber enfrentar, por exemplo, o preço do dólar: ''E a população necessita conhecer essas propostas com clareza''.


