Brasília Aumentar a capilarização do microcrédito é uma das prioridades do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) para as pequenas e médias empresas. A informação foi dada ontem pelo assessor de campanha dele, Cláudio Slam, durante participação no 4º Simpósio Nacional da Micro e Pequena e Empresa, promovido na capital federal pelo Sebrae.
Segundo Slam, o programa de Serra para as micro e pequenas empresas parte dos grandes problemas enfrentados atualmente pelo setor: tributação, burocracia, acesso ao crédito e à tecnologia e capacitação. Ao defender a proposta, o assessor afirmou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal não são as instituições ideais para levar os recursos necessários aos micro e pequenos empresários.
Slam informou Serra, caso vença as eleições, adotará medidas para possibilitar a concessão de crédito por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), igrejas, associações, e outras instituições mais flexíveis e que não necessitem cumprir as exigências do sistema financeiro. Os recursos para ampliar o microcrédito seriam os mesmos existentes hoje, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Para viabilizar esta proposta, Slam parte do pressuposto de que a taxa básica de juros será reduzida com a diminuição da dependência externa. Ele disse considerar que a alta taxa de juros é o ''grande entrave brasileiro'' para o crescimento da economia.
Na avaliação da equipe de Serra, a dependência externa obriga o país a pagar spreads altos. A redução dessa dependência, então, contribuiria para uma redução da taxa selic para ''níveis civilizados'' entre 6% e 7%.
A meta de crescimento considerada por Cláudio Slam é de 4,5% ao ano, o que possibilitaria a geração de emprego principalmente nos setores agropecuário, da construção civil, turismo, educação e saúde.

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