Serra nega ter afirmado que utiliza a máquina
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terça-feira, 14 de julho de 1998
Sandra Sato e Sonia Cristina Silva 
O ministro da Saúde, José Serra, admitiu ontem em São Paulo ter dito a frase em política não dá para separar a ação do governo, quando a gente está no governo, da ação política-eleitoral, atribuída a ele pelo PT. Mas acusou o PT de omitir o contexto da declaração feita durante o Fórum de Secretários Municipais de Saúde do PSDB, realizado em Piracicaba.
Segundo o ministro, ele tentou mostrar aos secretários que um governo, quando busca a reeleição, tem suas ações julgadas pela população. Se quer ganhar a eleição, faça bem o dever de casa, disse Serra ontem quando tentava defender-se da acusação de pregar o uso da máquina do governo nas eleições de outubro. Eu daria esse conselho a qualquer partido, disse.
Serra ressaltou que todos conhecem a sua posição política em São Paulo. Seria uma coisa hipócrita eu dizer em São Paulo que não vou me manifestar politicamente face ao quadro eleitoral. Todo mundo sabe que eu vou votar no Mário Covas, declarou o ministro. Para Serra, o que o PT e, especialmente, o deputado estadual paulista Rui Falcão (PT) - que entrou com a representação contra ele - querem é a notoriedade. A idéia é chatear, isso é uma bobagem, completou.
Falcão também disse que o ministro usou jatinho da Cesp para voar de São Paulo a Piracicaba, onde reuniu-se com os secretários tucanos, no dia 6 de junho. Não era jatinho, era um King Air, corrigiu Serra. Nem sei se era da Cesp, e foi cedido pelo Palácio dos Bandeirantes, uma gentileza do governador, disse.


