Serra não poupa conservadores nem a esquerda
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
Sinop (MT) Ao discursar, na noite de quarta-feira, para uma platéia de tucanos no lançamento, em Mato Grosso, de sua candidatura à presidência da República, o ministro da Saúde, José Serra, criticou o populismo esquerdista e o conservadorismo, chamado de forças do atraso. A ameaça ao Brasil no nosso futuro não é apenas o populismo esquerdista, afirmou Serra. Olhem para a Argentina. Era um governo conservador. Nós temos que combater , portanto, em duas frentes: aqueles que são do contra e aqueles que não são contra nada, mas, chegando no governo, não fazem nada a favor do povo de maneira sustentada, permanente, responsável.
Perguntado se estava se referindo às candidaturas do petista Luiz Inácio Lula da Silva e da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), Serra desconversou. Eu me referi a forças sociais, não me referi a pessoas nem a candidaturas específicas, afirmou, ao deixar o Sesi Clube, onde cerca de mil pessoas participaram de encontro do PSDB, muitas delas vestindo camisetas e bonés com a frase: Serra, o nome do presidente.
Serra criticou também as campanhas dos partidos na TV. A pasteurização já está chegando às idéias, disse. Daqui a pouco, vai estar todo mundo dizendo a mesma coisa, porque tudo se terceiriza: contrata, pede um paper, um trabalho e tal, e aí vai repetindo, disse. Ficou tudo parecido: se o sujeito tem voz fanhosa, aparece como voz de barítono; é baixinho, aparece como jogador de basquete; é irritadiço, aparece como um sujeito de bom humor sempre, que não é o meu caso.
O ministro conclamou os tucanos de Mato Grosso a entrar na campanha com o bico afiado para bicar quem atrapalha, quem se opõe ao progresso e quem se opõe ao desenvolvimento.


