São Paulo Os líderes da Grande Aliança (PSDB-PMDB) começaram a discutir, ontem na capital paulista, uma nova estrutura e logística para a campanha do candidato tucano a presidente José Serra, no segundo turno. Uma das medidas aprovadas foi a substituição do coordenador de campanha no primeiro turno, ex-ministo Pimenta da Veiga, pelo governador do Pernambuco, Jarbas Vasconcelos.
Outra providência acertada foi a criação de um comitê de viagens, cujo objetivo será o de colar Serra aos aliados que se elegeram com grandes votações nos Estados. A idéia é promover uma transferência de votos dos eleitos e ajudar a eleger governadores, como o candidato Germano Rigotto (PMDB-RS), que passou para o segundo turno e enfrentará o candidato Tarso Genro (PT).
Os aliados de Serra pretendem também aumentar a participação do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na campanha, o qual, segundo a análise dos estrategistas do candidato da Grande Aliança a presidente, não transferiu para ele no domingo todo o potencial de votos. O afastamento de FHC no primeiro turno orientou-se por análises táticas, mas, agora, uma maior participação dele nas articulações políticas de fundo é considerada fundamental.
A troca da coordenação política da campanha tem a finalidade de criar uma nova dinâmica de ação política. É possível que os aliados de Serra centralizem a organização em Jarbas Vasconcelos, mas também é certo que ele estará no centro de um grupo de coordenadores que, provavelmente, terá entre os integrantes o governador eleito de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB).
Voltarão a atuar, agora mais soltos, os presidentes nacionais do PSDB, deputado José Aníbal (SP) derrotado para o Senado em São Paulo , e do PMDB, deputado Michel Temer (SP), que se reelegeu deputado com mais de 250 mil votos.
Mostrando otimismo sobre esta fase da campanha, Serra disse que o segundo turno é uma nova partida. ''Vamos começar outra jornada, do segundo turno. Agora, a luta continua, como diria o Montoro, mas começa de novo. Começa uma nova luta, numa segunda-feira, dia de trabalho'', afirmou o candidato tucano.
Ele ressaltou que terá 20 dias para debater os problemas e soluções para o Brasil. ''Nós sabemos que o Brasil está cheio de problemas e não é difícil fazer críticas. A questão é outra: como resolver e quem é que pode resolver'', comentou Serra.
O candidato aproveitou para marcar posição comparativa com seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT): ''Vamos debater o Brasil, mostrar como os problemas podem ser resolvidos, quem é que pode fazer isso, o que cada um fez no passado, de maneira transparente''.

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