Brasília Preocupada com a possibilidade de perder a eleição já no primeiro turno, a cúpula da coligação Grande Aliança (PSDB-PMDB) que apóia a candidatura de José Serra à Presidência da República esteve reunida na tarde de ontem em um hotel de Brasília, para traçar a estratégia de campanha para os 17 dias que faltam para a eleição de 6 de outubro.
A reunião que contou ainda com alguns líderes do PFL aprovou a manutenção do tom agressivo nos programas eleitorais de Serra contra o adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PL).
Ao final do encontro, Serra afirmou que não houve mudança de rota na campanha. Ele acrescentou que agora o objetivo é partir para a mobilização e reforçar a campanha nas ruas. Serra disse que não há nenhum ataque de natureza pessoal ao adversário petista.
O candidato tucano afirmou que se trata de um debate político e que o episódio envolvendo o presidente do PT, deputado José Dirceu, que foi exibido em seu programa eleitoral pedindo agressão ao ex-governador Mário Covas foi real. ''Cada um é responsável por aquilo que faz. Eu não tenho problema nenhum com meus discursos. Podem pegar meus discursos que não tenho problema nenhum com aquilo que fiz'', afirmou Serra.
Ele informou ainda que a reunião serviu para uma troca de idéias sobre a reta final da campanha. ''Estou bastante otimista e convencido de que vamos para o segundo turno. Vamos agora aprofundar a discussão do debate político para que o eleitorado faça uma escolha melhor e tome a melhor decisão''.

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