Rio de Janeiro - O candidato tucano à Presidência da República, senador José Serra, disse, ontem, durante discurso na convenção conjunta do PSDB, PMDB e PFL do Rio, que a aliança em torno de sua candidatura é a única ‘‘força política capaz de garantir estabilidade econômica, crescimento e a geração de emprego’’. Minutos antes, o prefeito do Rio, César Maia (PFL), havia dito que ‘‘a hipótese de não eleger José Serra presidente é de gravíssimo risco para o Estado do Rio e para o País’’.
Em entrevista, o senador disse que, ao apresentar-se como único candidato capaz de manter a estabilidade, não está concordando com investidores ou agências de medição de risco econômico internacionais, segundo os quais a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, representaria a incerteza e o caos. ‘‘Não vamos atrás da opinião de ninguém. Somos a garantia de que as conquistas realizadas irão se manter e a partir daí vamos dar salto nas mudanças, o Brasil quer mais e para ter mais precisamos garantir o que já temos’’, destacou.
A violência foi um tema recorrente da convenção, que teve um minuto de silêncio em homenagem ao jornalista Tim Lopes, assassinado por traficantes depois de ser flagrado quando fazia uma reportagem investigativa na favela Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. ‘‘Que este minuto de silêncio seja transformado em quatro anos de guerra contra o crime’’, disse Serra, que prometeu na primeira semana de governo mandar ao Congresso o projeto que cria a polícia federal fardada, com o dobro do número de policiais federais civis.

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