O ministro da Saúde, José Serra, evitou comentar a sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso durante inauguração, ontem, do Centro Oncológico do Hospital Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu. O tucano justificou o silêncio dizendo que ''cada coisa tem a sua hora''.

Serra é um dos nomes fortes do PSDB para disputar a sucessão de FHC. Ele disputa a indicação do partido com o governador do Ceará, Tasso Jereissati. Questionado pela Folha sobre o significado político da sua presença constante em entrega de obras, ele minimizou. ''Representa nada. É rotina de trabalho do ministério. Só quando isso acontecia há dois anos, ninguém reparava. E agora reparam''.

No Paraná, o ministro foi recepcionado por uma leva de tucanos, começando pelo diretor-geral da Itaipu Binacional, Euclides Scalco, pelo ex-governador José Richa e pelo vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa. O ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, o secretário de Estado de Comunicação do Paraná, Rafael Greca (PFL), e o secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio, também estiveram no evento.

Indagado pela reportagem se ele manteve algum conversa com Scalco sobre a sucessão presidencial, disse: ''É lógico, a gente conversa sobre tudo''. Mas questionado sobre um eventual apoio de Scalco, Serra reclamou: ''Pôxa vida. Eu venho tratar de saúde e você quer só de eleição''.

Durante seu discurso, o ministro elogiou pelo menos duas vezes o trabalho de Scalco à frente da Itaipu Binacional. ''Eu vim aqui para agradecer você (Scalco) e não para receber agradecimentos''.

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