Brasília - A decisão do STF de manter a verticalização das coligações partidárias foi bem recebida pelos pré-candidatos à presidência do PSDB, José Serra, e da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, mas criticada por Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Serra disse que viu com naturalidade a decisão e que ela não vai interferir na sua campanha. ‘‘Estou ansioso para debater o Brasil e seus problemas’’, disse.
Para Ciro Gomes, ‘‘a confirmação da verticalização das alianças nacionais consolida a Frente Trabalhista, que, na sua origem, deliberou pela repetição, nos estados, de sua matriz nacional’’. ‘‘Finalmente temos regras para as eleições deste ano’’, comemorou.
Crítico da verticalização, Lula disse que ela vai estimular composições políticas ‘‘hipócritas’’. Falando antes que a decisão do STF fossse conhecida, ele disse que os partidos vão optar por ‘‘alianças brancas’’ e ‘‘candidatos laranja’’ nos estados e na disputa presidencial, para driblar a regra.
Com a verticalização, Lula viu seu projeto de atrair o PL para sua chapa ser praticamente sepultado. Isto porque os liberais tendem a não fechar aliança para a disputa presidencial, com o argumento de que querem ter liberdade para compor diferentes coligações, de forma a eleger uma forte bancada no Congresso.
O pré-candidato Anthony Garotinho, do PSB, condenou a decisão do STF e disse que a lei foi desrespeitada. O ex-governador do Rio terá dificuldades em alguns estados, porque, pertencente a um partido médio, não poderá lançar nomes em todos os locais.
O PFL deve fazer uma consulta aos líderes do partido nos estados para definir que rumo irá tomar em relação à eleição presidencial.

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