Cascavel - O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, esteve no sábado à tarde em Cascavel (Região Oeste) para realizar campanha eleitoral com o candidato ao governo do Estado, Beto Richa (PSDB). Os candidatos participaram de uma carreata pelo centro da cidade e de um encontro com agricultores e líderes cooperativistas paranaenses.
Em entrevista aos jornalistas, Serra não poupou criticas a sua principal adversária na corrida presidencial Dilma Rousseff (PT). ''Preocupa-me mais o que a Dilma pensa hoje do que ela pensou no passado. Uma hora fala a favor do aborto, outra hora não se define. Uma hora fala sobre liberdade de imprensa outra hora faz jogo sujo contra adversários e aplica pressão sobre a imprensa. Não sei o que ela pensa sobre a agricultura, não sei o que pensa sobre indústria, não sei o que pensa sobre tributação'', afirmou Serra, respondendo a uma pergunta se iria expor na campanha o passado guerrilheiro de Dilma.
Ele também falou sobre o vazamento de dados na Receita Federal. ''Isso tem uma dimensão muito maior do que parece. O vazamento não é só para a política eleitoral. É a invasão do poder do Estado sobre o cidadão. Quebra sigilo para fazer jogo sujo eleitoral, sem conseguir. Isso é um crime que viola a Constituição Federal'', afirma o candidato tucano.
Sobre o seu plano de governo, Serra diz que vai tratar a agricultura como prioridade, caso seja eleito presidente. ''Na agricultura há muita coisa para se fortalecer. Temos que ter preços mínimos para o trigo, pois de repente, no meio da safra o preço foi diminuído, prejudicando os produtores'', frisa.
Ele defendeu mais investimentos em infraestrutura, em especial ao Porto de Paranaguá. ''Aqui tem um porto de Paranaguá que está absolutamente congestionado. Comigo na presidência e com o Richa governador nós vamos ampliar Paranaguá à altura do processo de Paranaguá e do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul que exportam via Paranaguá. Eliminar esse engarrafamento é fundamental da mesma maneira que fazer um ramal ferroviária até Guaíra para poder trazer mais produção, dar mais renda aos produtores, vendendo ao exterior e outras regiões do Brasil.''
Reforma agrária
Ele também aproveitou para criticar a atual política agrária. ''Há uma intranquilidade devido as invasões, a tolerância do governo em relação as invasões e, inclusive, o subsídio que o governo federal faz ao MST, que hoje é um movimento muita mais político do que voltado a reforma agrária''. Serra disse que a tarefa fundamental de seu plano de governo para a reforma agrária será de fazer os assentados produzirem. ''Esse é um ponto crucial. Não adianta desapropriar terra, entregar para assentados para depois eles irem trabalhar nas cidades''.

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