O ministro da Saúde, José Serra, anunciou ontem no programa Boa Tarde, Brasil - durante o horário eleitoral gratuito da Coligação União, Trabalho e Progresso - que 300 mil atendentes de saúde em todo o País passarão por cursos de um ano para melhorar o atendimento público. ‘‘Além de qualificar melhor os atendentes, transformando-os em auxiliares de enfermagem, nosso objetivo é fazer com que a população seja tratada com respeito e dignidade, sem rispidez ou dureza’’, revelou Serra.
Para Serra, a saúde precisa dar atendimento de primeira classe e, para isso acontecer, tanto é preciso ter mais recursos e aplicá-los melhor. Com relação aos recursos, o ministro disse que o presidente apóia a emenda constitucional que os garante. ‘‘Temos tido uma posição duríssima, controlando preços, compras e punindo desvios; é preciso gastar bem até para ter moral para pedir à sociedade que destine mais verbas para o setor’’, afirmou.
O ministro concordou com Dona Ruth Cardoso - que no programa anterior dissera que a saúde da mulher sempre esteve relegada ao segundo plano: ‘‘Há um certo machismo na saúde pública brasileira’’, afirmou. Existem coisas inaceitáveis - como o fato de o SUS não pagar analgésico para as mulheres no parto - mas que estão sendo corrigidas, acrescentou. Ele disse que o governo vai investir ainda mais em campanhas como as de prevenção ao câncer de útero e de seio, no atendimento pré-natal ‘‘decente’’ e em programas para a gravidez na adolescência. ‘‘A saúde da mulher é prioridade número 1’’, disse.
Serra disse ainda que, até o final do próximo governo haverá 20 mil equipes do Programa Saúde da Família, atendendo a cerca de 90 milhões de pessoas.

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