Brasília – A coordenação política da campanha do candidato tucano à Presidência, senador José Serra, reuniu-se ontem com o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), no Palácio da Alvorada, e decidiu manter a estratégia de atacar o presidenciável petista Luiz Inácio Lula da Silva.
  A dez dias do segundo turno, o comando da campanha de Serra aposta suas últimas fichas na ‘‘desconstrução’’ de Lula e não poupa críticas ao petista para tentar uma virada nos números das pesquisas de intenção de votos, que dá ampla vantagem ao adversário.
  ‘‘Vamos intensificar a campanha e fazer uma ação muito forte para mostrar que o adversário tem assumido todos os compromissos sem assumir nenhum compromisso’’, resumiu o presidente do PSDB, deputado José Anibal (PSDB-SP), após o encontro com FHC, o vice Marco Maciel (PFL-PE) e mais oito políticos que integram a aliança que sustenta a candidatura de Serra.
  Segundo o presidente do PSDB, a ofensiva da base aliada será focada em prefeitos, na Igreja Católica, nos evangélicos e nos movimentos sociais. Tudo para estimular a militância a ir às ruas e pedir votos para Serra. Na reta final da campanha, o presidenciável tucano ainda pretende se dedicar ao corpo-a-corpo com eleitores dos Estados do Sul, Sudeste e Nordeste.

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