Serra critica programa publicitário do PT
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sexta-feira, 07 de maio de 2004
Agência Estado 
Belo Horizonte - O presidente nacional do PSDB, José Serra, classificou ontem de ''uma verdadeira sessão de psicanálise'' o programa partidário do PT, veiculado quinta-feira no rádio e na televisão. Em discurso durante encontro do diretório estadual da legenda tucana, em Belo Horizonte (MG), Serra disse que o PT citado por ele como o ''partido do governo'' tem problema com o seu passado e ainda se sente inibido em assumir que está no poder. As declarações foram feitas em referência ao conteúdo do programa, no qual o PT procurou justificar medidas tomadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e rebater críticas à política econômica.
''Um partido que tem problema com o seu passado, realmente tem que viver muito angustiado. A melhor coisa que a gente tem na vida pública é não ter problema com o passado, poder explicar tudo o que fez, inclusive os erros'', afirmou o líder tucano. ''Isso é fundamental, inclusive falar dos erros com conforto e falar dos acertos com modéstia, mas com consciência daquilo que fez de bom. Nosso partido não tem problema com o passado, ao contrário daquilo que acontece hoje com o partido do governo no Brasil. Se alguém tem alguma dúvida, basta ter visto o programa de ontem, uma verdadeira sessão de psicanálise a respeito das culpas com relação ao passado''.
Em outra reação ao programa petista, o presidente do PSDB afirmou que há no governo uma ''angústia'' injustificável em relação ao preço da gasolina e do gás de cozinha. Na peça publicitária, foi feita uma comparação ente as políticas de reajustes da gasolina e do gás de cozinha durante o governo Fernando Henrique Cardoso e a atual administração. De acordo com o programa, no governo FHC, a gasolina subiu 288% e botijão de gás aumentou 420%, sendo que no governo Lula os mesmos produtos sofreram, respectivamente, uma redução de 5,09% e um acréscimo de 2,2%. ''A angústia com relação ao preço da gasolina e do gás não tem justificativa, porque gasolina e gás no Brasil, de cozinha, são preços públicos, quem decide é a Petrobras, o Conselho Nacional de Petróleo e, em última análise, é o presidente da República. Mas, eles estão tão acostumados a fazer oposição, que criticam o preço de uma companhia que é dirigida pelo governo'', disse.


