Curitiba - O candidato do PSDB à presidência da República, o ex-ministro da Saúde José Serra, esteve ontem em Curitiba para, oficialmente, assinar termo de compromisso com a Pastoral da Criança, com o objetivo de melhorar as condições de vida de crianças, adolescentes e mulheres pobres se eleito. Porém, a visita à capital do Estado incluiu uma conversa com o ex-governador Paulo Pimentel, candidato ao Senado pelo PMDB e empresário do setor de comunicação.
A vice de Serra, a deputada federal Rita Camata (PMDB), pediu abertamente adesão ao PMDB do Paraná. O partido do senador Roberto Requião, candidato do PMDB ao governo, entretanto, não se comprometeu a apoiar a chapa do tucano.
É a segunda visita de Serra ao Paraná em dez dias, em ambas acompanhado pela sua vice. Ontem, Serra chegou à Pastoral da Criança com uma hora e meia de atraso, assinou o termo de compromisso que será entregue a todos os candidatos , e seguiu para o encontro com Pimentel e Requião, candidato ao Palácio Iguaçu.
Apesar do pedido de Rita Camata, tanto Requião quanto Pimentel deixaram claro que o cenário político no Paraná é diferente. Serra foi menos direto que sua vice. Disse que não veio pedir a adesão dos peemedebistas locais, e sim apenas visitar Pimentel porque ''ele é um empresário importante no Paraná''.
Enquanto no plano nacional o PMDB faz parte da aliança de Serra, no Estado, os peemedebistas têm candidato próprio ao governo. E como se não bastasse, Requião é adversário feroz do governador Jaime Lerner (PFL), um dos principais cabos-eleitorais de Serra.
O deputado federal Ricardo Barros (PPB), que faz parte do conselho política da campanha de Serra, avalia que o apoio do PMDB é importante no Paraná. ''É uma questão de tempo'', disse, referindo-se ao partido de Requião. ''No andar da carruagem as abóboras se acomodam'', afirmou, esperançoso.
Na Pastoral, Serra disse a Zilda Arns, coordenadora nacional da entidade, que sua proposta é, em quatro anos, deixar abaixo de 20 mortes a cada mil nascimentos a taxa de mortalidade infantil no País. A meta é ambiciosa. Essa é a taxa considerada ideal pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Brasil, porém, está acima desse patamar: 29,6 mortes por mil nascimentos vivos, em média. Nas regiões Norte e Nordeste, a taxa de mortalidade é maior. Na América Latina, o Brasil tem uma das piores situações quanto à mortalidade infantil, estando à frente apenas da Bolívia e Equador.

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