São Paulo - O candidato a presidente José Serra (PSDB-PMDB) afirmou ontem, em São Paulo, que manterá a candidatura e que não está preocupado com o resultados das recentes pesquisas eleitorais, que o põem em terceiro lugar, ao lado do candidato da Frente Brasil Esperança a presidente, Anthony Garotinho (PSB-PGT-PTC). Segundo Serra, os boatos da última sexta-feira sobre a renúncia são ''de adversários e de gente que quer ganhar dinheiro''.
Ele reiterou, em entrevista ao jornal ''Gente'', da Rádio Bandeirantes: ''Treino é treino, jogo é jogo; ainda estamos na fase de treino; o jogo começa mesmo no horário eleitoral gratuito'', numa referência à célebre frase do ex-jogador Didi, bicampeão das Copas do Mundo de 1958 e 1962.
Serra lembrou que o ex-governador de São Paulo, Mário Covas, nas eleições de 1998, ficou em quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto até duas semanas antes do primeiro turno e, no fim, venceu.
O candidato da Coligação PSDB-PMDB disse também que o acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI) não deverá ''amarrar'' o próximo governo.
''É um bom acordo e não implica sacrifício e nem amarração adicional das metas já previstas, tais como inflação, déficit público e câmbio flutuante.'' Para Serra, o pacto dá segurança e deverá favorecer o aumento dos investimentos estrangeiros no País.
Além disso, afirmou que a meta de superávit de 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB), prevista no acordo é ''plenamente administrável'': ''Não é nada do outro mundo.''
Serra voltou a dizer que o candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB), não diz a verdade. ''Não vamos escolher atiradores de pedra para governar o Brasil; não basta apenas a boa crítica'', disse.
O candidato tucano afirmou, novamente, que Ciro tem hoje um discurso diferente do que fazia quando era ministro da Fazenda. ''Naquela ocasião, Ciro fez tudo aquilo que hoje critica, como, por exemplo, o escancaramento da economia, totalmente irracional.''

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