O ministro da Saúde e pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aproveitou ontem a solenidade de liberação de recursos para a construção de um hospital em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, para testar sua popularidade entre os tucanos mineiros e para dirigir ataques a candidatos da oposição ao Palácio do Planalto.

Apesar de não citar nomes, os principais alvos do ministro foram Lula (PT) e Ciro (PPS) que, nesta semana, acusou-o de ter tentado sabotar o Plano Real. ''Tem gente desocupada que não tem nada para fazer, que se lança candidato e que fica criticando e amolando a vida de quem está trabalhando e eu não vou entrar na jogada'', disse.

Serra voltou a negar que já esteja em campanha, mas deixou claro que no ano que vem pretende deixar o ministério para disputar as eleições. ''Que eu vou me candidatar a alguma coisa, eu vou, porque sou senador em São Paulo e termina meu mandato'', disse. ''Agora, a quê eu vou me candidatar só será resolvido por mim no ano que vem'', completou.

Apesar de negar que esteja em plena corrida pela Presidência, Serra lembrou, em discurso, que foi em Contagem que o presidente Fernando Henrique Cardoso praticamente começou a caminhada que o levou ao cargo pela primeira vez. ''Foi aqui em Contagem, em 1994, que houve uma convenção do partido que foi o ponto de partida da campanha que iria mudar o Brasil'', declarou o ministro.

O ministro, que teve de enfrentar um protesto de cerca de 50 servidores federais da Saúde, garantiu que não há problemas entre ele e Tasso Jereissati, com o qual divide, no momento, as apostas sobre qual será o candidato tucano. Serra afirmou que respeita as posições de Tasso e que não vê suas idéias como ataques. ''Não há hostilização'', afirmou.

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