Serlopar toma prejuízo com fim de videoloterias
Israel Reinstein
De Curitiba
A suspensão da exploração das videoloterias vai representar perda de receita ao Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar). Até outubro, as 350 máquinas instaladas em bingos movimentaram uma receita para o órgão de R$ 2,3 milhões. Esses jogos, que fazem sorteios de números eletrônicos on line real time, não estão em operação desde o cancelamento determinado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento do Esporte (Indesp).
Metade da receita da videoloteria é destinada à Secretaria Estadual da Criança e Assuntos da Família e o restante vai para um fundo que financiaria os Jogos da Natureza. Um percentual pequeno vai para a Serlopar. Este ano, a previsão de receita com este jogo e o Pimba é de quase R$ 6 milhões.
Cabe ao Serlopar fazer a fiscalização destes jogos. O Serviço controla também a instalação e a operação dos videobingos das casas de bingos. Quanto aos demais jogos de azar, como caça-níquel, a responsabilidade de fiscalizar é da Delegacia de Ordem Social de Curitiba.
Segundo o delegado Olavo Romanus, o controle é complicado em função da legislação ser confusa. Houve diversas modificações no setor de jogos de azar, que atingiram os bingos e máquinas de sorteio, afirmou. Ele aposta em mudanças a curto prazo.
Romanus afirma que, por causa disso, a delegacia tem evitado conceder licença para as máquinas caça-níquel. As que estão operando na cidade estão amparadas por liminares, destaca.





