Serlopar deve ser extinto nos próximos 30 dias
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segunda-feira, 12 de abril de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar) tem até o dia 12 de maio para justificar sua existência e viabilidade ao governador Roberto Requião (PMDB). Ontem pela manhã, durante e reunião do secretariado, Requião deu 30 dias de prazo para que o presidente do Serlopar, Mário Lobo, prepare um relatório apontando formas de manter o Serlopar, que não controla mais as videoloterias no Estado.
Na visão do governador, que é contra os jogos de azar e proibiu os bingos no Estado, a manutenção do Serlopar não se justificaria, porque a autarquia estaria sem função. Requião deu um ultimato. Ou o Serlopar comprova sua viabilidade ou será extinto. O Serlopar já teve vários jogos: Pimba, Seninha, Roda da Sorte e Totobola. Mas desde novembro do ano passado só existe o Totobola. As demais modalidades já foram extintas. Requião cogita a possibilidade de transferir os 36 funcionários do Serlopar para outros órgãos do governo. O governador entende que os bingos servem como elo na cadeia de lavagem de dinheiro do crime organizado, por isso proíbe o jogo no Paraná.
Mário Lobo, que estava na reunião do secretariado, disse que já começou a preparar o relatório. Segundo Lobo, o estudo de outras modalidades no Serlopar já vinha sendo feito, mas foi suspenso por causa da indefinição e das turbulências, no governo federal, em relação aos jogos. ''Vamos apresentar alternativas de jogos viáveis, para que o governador as avalie'', afirmou Lobo. De acordo com ele, o Serlopar arrecada atualmente entre R$ 40 mil a R$ 50 mil por mês. Um valor um pouco maior que esse é encaminhado para a área de assistência social do governo, ligada à Secretaria de Estado do Emprego, Trabalho e Promoção Social, de Padre Roque Zimmermann (PT).
''Em um mês dá tempo de elaborar o relatório'', afirmou Mário Lobo. Ele acredita que será possível elaborar novas modalidades de jogos na Serlopar.


