Sergipe é assassinado na porta de casa
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terça-feira, 28 de janeiro de 2003
Mauro Albano<br>Agência Folha 
São Paulo O deputado estadual Joaldo Barbosa, do PL de Sergipe, foi assassinado a tiros ontem na porta de sua casa, em Aracaju. Até o início da noite, a polícia tinha poucas pistas sobre o autor e sobre a motivação do crime. Conhecido como Nego da Farmácia, Barbosa tinha 50 anos e era líder da bancada do PL na Assembléia Legislativa.
O assassinato ocorreu por volta das 14 horas, pouco depois de, segundo a polícia, Barbosa ter recebido uma ligação avisando sobre a entrega de alguns documentos que ele deveria assinar.
Uma pessoa carregando uma sacola tocou a campainha da casa do deputado, no bairro de Atalaia, e se identificou como entregador para a empregada. Quando Barbosa abriu a porta, essa pessoa sacou uma pistola 380 da sacola e disparou seis tiros no deputado. Atingido no tórax e no pescoço, Barbosa morreu na hora. O assassino fugiu em um Uno branco, estacionado próximo ao local.
A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe acionou as polícias Militar e Civil para fazer buscas na região, mas não tinha localizado suspeitos até a noite de ontem.
O corpo do deputado foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e deve ser velado hoje na Assembléia Legislativa. Hoje, a polícia estava interrogando a empregada de Barbosa e dois adolescentes que presenciaram a fuga do assassino.
''Seria precipitação dizer que o crime foi político ou que teve qualquer outra motivação. Ainda estamos investigando'', disse Teonice Alexandre de Santana, superintendente da Polícia Civil sergipana.
Com base eleitoral em Boquim, no interior do Estado, Barbosa havia sido reeleito deputado com 11.626. Ele estava cotado para ser o líder da bancada da oposição ao governador João Alves Filho (PFL) na Assembléia.
Este é o segundo assassinato de deputado nos últimos dias no Brasil. Na semana passada, o deputado do PSL do Rio de Janeiro Valdeci Paiva de Jesus, que também era pastor da Igreja Universal, foi morto por desconhecidos dentro do seu carro. Ontem, a Polícia ouviu um assessor do suplente de Paiva, Marcos Abrahão (PSL), suspeito de ser o criminoso, enquanto o IML informava que o deputado foi atingido na emboscada em Benfica por 19 tiros (leia detalhes na página 7).


