A Sercomtel iniciou um novo plano de sucessão e desligamento voluntário (PDV) com o objetivo de reduzir em até R$ 500 mil por mês a folha de pagamento até o final do ano. A expectativa é conseguir a adesão de pelo menos 45 funcionários, principalmente aqueles que já estão em aposentadorias especiais e continuam na empresa. São oferecidos indenização de 19 salários e liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
A novidade no plano é a substituição da mão de obra. De acordo com o presidente da Sercomtel, Christian Schneider, depois de aposentado, o colaborador deixa de receber subsídio por periculosidade e fica impedido de executar algumas funções, "como subir em postes", caso do pessoal da engenharia e operações. "Então, pagamos esse salário, mas não temos o serviço. Com o plano de sucessão, o funcionário ficará um tempo treinando quem vai entrar no seu lugar e a empresa mantém a sustentabilidade operacional." Cerca de 40 aposentados continuam trabalhando na Sercomtel, atualmente.
Outro motivo que forçou a diretoria da telefônica a buscar a redução dos custos é o aumento das despesas básicas. Conforme Schneider, a conta mensal de energia elétrica subiu de R$ 250 mil para R$ 870 mil. A alta do dólar também impactou negativamente no orçamento. "Nesse setor de telecomunicações tudo é importado e com essa elevação do dólar já tivemos um aumento mensal de R$ 300 mil com as compras."
O presidente da telefônica londrinense afirmou que até o começo do ano o fluxo de caixa estava equilibrado, "inclusive com a perspectiva do reajuste salarial, de acordo com o INPC de 7%, mas a inflação deu quase 9% a ser repassado para a folha".
Apesar do quadro econômico, Schneider nega prejuízo contábil na Sercomtel, empresa que ele classifica como "um ponto fora da curva" quando compara com outras telefônicas nacionais que operam no vermelho e também adotam planos de redução de custos.
Desde 2012, é o terceiro plano de desligamento voluntário implantado pela Sercomtel, com cerca de 160 demissões.

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