Sercomtel prepara novo pedido de aporte
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sexta-feira, 06 de junho de 2014
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Até o final deste mês a Sercomtel deve encaminhar aos acionistas Prefeitura de Londrina e Copel um novo pedido para aporte financeiro de R$ 16 milhões. A integralização de capital é uma das ações propostas no plano de reestruturação da empresa e, se confirmado mais esse valor, chegará a R$ 30 milhões o repasse à telefônica na atual gestão.
A primeira parte do aporte foi concluída há cerca de um mês, e parte do dinheiro foi usada no pagamento de dívidas, especialmente as resultantes do plano de demissão voluntária, e "regularização do fluxo de caixa", segundo o presidente Christian Schneider. Os dois terrenos repassados pelo município um na rua João Huss, na Gleba Palhano, e outro no loteamento Alphaville 2 devem ser utilizados para capitalizar a empresa. "As dívidas, principalmente trabalhistas, foram resolvidas com o dinheiro colocado pela Copel. Hoje a Sercomtel não tem dívidas e daqui para frente o objetivo é investir", afirmou o presidente.
De acordo com Schneider, a empresa ainda não decidiu como os imóveis poderão ser utilizados para gerar renda para a Sercomtel. A venda dos terrenos foi descartada por ele. "Uma opção pode ser utilizá-los como garantia em financiamentos."
Com lucro de R$ 1 milhão no primeiro quadrimestre deste ano, principalmente pela redução de custos, Schneider afirmou que a Sercomtel precisa ampliar a rede de clientes, principalmente na telefonia fixa e internet banda larga. "Precisamos expandir a receita e para isso precisamos ter o que vender. A empresa está trabalhando com a capacidade instalada e, por exemplo, se quisermos mais clientes em Arapongas, precisamos ampliar a estrutura."
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), confirmou que a administração não terá dinheiro num eventual aporte e poderá oferecer patrimônio público. "Mas eu ainda não estou convencido de que esse (aporte) seja o caminho, até porque a Sercomtel melhorou bastante, está com bom desempenho. Teremos que fazer uma análise minuciosa." Sobre a dificuldade financeira da prefeitura, Schneider disse que não vê problemas em receber novos terrenos. "Se for com imóveis, é preciso que tenham potencial imobiliário e também que a Copel aceite."
O diretor de participações da Copel, Jacob Junior, não foi localizado pela reportagem para comentar o assunto.


