Sercomtel nega que tenha perdido cliente de celular
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Nelson Bortolin Reportagem Local 
A Sercomtel negou ontem que tenha perdido clientes de telefonia celular no ano passado. Segundo o presidente, Christian Schneider, o saldo da carteira de clientes da operadora foi positivo. Ontem, a FOLHA mostrou que a telefônica tinha 69.507 clientes de telefonia móvel em dezembro de 2012 e 61.071 no mesmo mês do ano passado. Os números estão no site da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
De acordo com Schneider, em março do ano passado, a empresa passou a fazer a "limpeza do banco" de clientes determinada pela agência. Os telefones pré-pagos que ficam seis meses sem uso devem ser descadastrados. "O total de clientes da Sercomtel realmente era de 61.071 no final de 2013. Mas a informação de 2012, que consta no site da agência, não corresponde à realidade porque não havia sido feita a limpeza", justifica.
Segundo o presidente, o resultado da subtração entre o número de novos clientes e o de clientes perdidos foi positivo em 21 mil no ano passado. Tanto que, de acordo com ele, a receita da empresa em telefonia celular passou de R$ 421 mil em dezembro de 2012 para R$ 446 mil em dezembro de 2013. Ele ressalta que o faturamento nesta modalidade corresponde a apenas 8% do faturamento total da operadora.
Schneider também questiona os números do site da Anatel referentes à telefonia fixa. De acordo com ele, as informações da agência estão defasadas. O total de clientes teria saído de 178.397, em 2012, para 197.547, em 2013, crescimento de 10%.
O balanço da operadora só deve ser divulgado no final de março, mas, segundo o presidente, 2013 foi um dos melhores anos em toda a história da Sercomtel. "Conseguimos estagnar a receita que vinha caindo cerca de R$ 20 milhões por ano", afirma. Em relação ao faturamento, ele disse que poderia adiantar a informação de que o segundo semestre de 2013 foi melhor que o mesmo período de 2012.
Schneider espera que, em maio deste ano, a empresa apresente um fluxo de caixa positivo, situação que, segundo ele, não é registrada "há anos". A expectativa é de uma redução de R$ 2,2 milhões de despesas mensais a partir desse mês. Isso será reflexo do fim das parcelas pagas a ex-funcionários pelo Plano de Demissão Voluntária (PDV). E também do encerramento do processo de falência das duas empresas coligadas de TV a cabo, e da restruturação do call center Ask.
A revisão do cálculo do ICMS, que segundo o presidente estava sendo recolhido a mais, já vai significar uma redução de R$ 698 mil por mês nas despesas a partir da janeiro.


