Sercomtel não encontra grampo em telefones da UEL
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segunda-feira, 16 de julho de 2001
De Londrina 
A equipe da Sercomtel que realizou a varredura em telefones da Universidade Estadual de Londrina (UEL) não encontrou indícios de grampo, mas apenas no período investigado (nos dias 11 e 12 deste mês). Não está descartada, porém, a hipótese de escutas clandestinas terem sido realizadas em outros períodos.
O laudo sobre o trabalho realizado em 102 ramais e nove ramais-tronco da UEL foi entregue ontem de manhã pelo presidente da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira, ao reitor em exercício, Mauro Ticianelli. A Sercomtel sugeriu que a universidade adote medidas para evitar o grampo de telefones.
A varredura foi pedida pela UEL depois que o Instituto de Criminalística constatou grampos em fitas cassete apreendidas pelo Ministério Público na reitoria da universidade. O material pertenceria ao chefe de gabinete da reitoria, Itaicy Mendonça, afastado do cargo por causa de denúncias de superfaturamento em contrato publicitário da UEL.
Pereira preferiu não comentar se antes haveria escuta telefônica na UEL. Nos dias em que foram elaborados os trabalhos não se constatou nada, afirmou. Já Ticianelli admitiu a hipótese de grampos.
Essa possibilidade de ter sido antes ou depois existe, mas a polícia em momento algum afirmou que existe grampo na UEL, afirmou Ticianelli. A polícia constatou que há fitas que poderiam ter sido grampeadas, é diferente de constatar grampo.
O delegado do 3º Distrito Policial, Carlos Marcelo Sakuma, disse que o relatório da Sercomtel não inviabiliza o inquérito instaurado para investigar o caso. O relatório aponta que não existem grampos agora, mas não siginifica que não possam ter existido, justificou. (L.R.)


