A Sercomtel deve contratar em breve uma agência de publicidade em caráter emergencial com o objetivo de promover produtos e serviços nas próximas datas comemorativas, como o Natal. A telefônica não faz publicidade desde novembro do ano passado, quando expirou o contrato de quase 10 anos com a Exclam, de Curitiba. Sem licitação, o contrato emergencial deve ter teto de R$ 1,3 milhão e a empresa que oferecer valor mais baixo será escolhida por meio de chamamento público. A expectativa é que participem do processo pelo menos as 12 empresas que disputaram a última licitação (cancelada posteriormente).
O presidente da Sercomtel, Kentaro Takahara, disse que se cercou de todos os cuidados para evitar qualquer ilegalidade. ''Nos reunimos com representantes do Observatório de Gestão Pública, com os promotores de Defesa do Patrimônio Público e representantes da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda) para que acompanhassem nossas decisões.'' O edital do chamamento público deve ser lançado nos próximos dias e as entidades serão consultadas sobre a legalidade dele.
O novo contrato, com duração de 6 meses, deve prever ações pontuais de propaganda, o que signfica que a empresa contratada emergencialmente não assumirá a publicidade da Sercomtel como agência oficial. ''Vamos deflagrar uma nova licitação da publicidade, mas este procedimento dura entre 8 e 9 meses e não podemos ficar mais este tempo sem publicidade'', justificou Kentaro. ''Houve queda de faturamento de 10% entre janeiro e julho deste ano em comparação com o que estava programado.''
Em janeiro deste ano, o ex-presidente da Sercomtel Roberto Coutinho Mendes tinha assinado um contrato emergencial de R$ 3,28 milhões com a empresa Intervox, cujo proprietário havia trabalhado como marqueteiro na última campanha eleitoral do então prefeito Barbosa Neto (cassado pela Câmara em 30 de julho).
Coutinho alegava que firmou o contrato emergencial porque a licitação que acabara de fazer, vencida pela Intervox, fora suspensa pela Justiça e que a empresa não podia ficar sem divulgar produtos e serviços num mercado competitivo como é o de telefonia. Porém, o MP entendeu que o contrato era ilegal, por não apresentar serviço específico e pelo prazo extrapolar seis meses, e recomendou o cancelamento, o que foi acatado pela empresa.
Kentaro disse que aquela licitação, depois de decisão judicial, foi cancelada. ''O juiz tinha mandado anular aquela licitação e esta decisão foi mantida pela diretoria. Então vamos começar a nova licitação do zero e, enquanto isso, vamos fazer a contratação emergencial.''

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