A empresa de telefonia de Londrina, Sercomtel, está recorrendo ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar a revisão do valor da maior indenização trabalhista sofrida pela empresa. A Sercomtel foi condenada a pagar R$ 1,4 milhão ao advogado Roberto Murawski Rabello.
Conforme nota divulgada ontem pela Sercomtel, o ex-funcionário entrou com uma reclamação trabalhista contra a empresa em novembro de 1999, ''pedindo reintegração ao emprego e reconhecimento de horas extras (com reflexo nos demais pagamentos como, por exemplo, aviso de férias, décimo terceiro)''. A nota ainda relata que Rabello começou a trabalhar na operadora em janeiro de 1975 e saiu em maio de 1999, quando aderiu a um programa de demissão incentivada.
A sentença proferida pela 5 Vara do Trabalho, em fevereiro de 2001, rejeitou o pedido de reintegração ao emprego e aceitou, em parte, o reconhecimento de horas extras. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) reformou a decisão e deferiu as horas extras pleiteadas na reclamação trabalhista. A Sercomtel recorreu ao TST em fevereiro deste ano. O recurso foi rejeitado. Após tentativas de negociação, a Justiça determinou no dia 13 de outubro, a penhora on line do valor da execução.
Também através de nota, o advogado de Rabello, Luiz Lopes Barreto, esclareceu que o valor da condenação ''não foi arbitrado ou fixado pelo tribunal, mas sim, fruto de apuração através de perito judicial, que atendendo ao comando judicial que deferiu horas extras ao empregado, apurou as mesmas, acrescidas de juros e correção monetária desde a propositura da ação''. O advogado ainda ressaltou que ''no valor da condenação encontra-se inserido contribuição previdenciária, custas processuais, custas de perito e imposto de renda, o que significa dizer que o empregado recebeu valor muito inferior ao noticiado''.
''Desde que eu entrei estamos recorrendo e tentando todas as medidas possíveis para reverter essa decisão. Este é o maior valor de indenização contra a Sercomtel'', disse o presidente da empresa, João Rezende.

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