Sercomtel anuncia medidas para sair do sufoco e expandir
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
O presidente da Sercomtel, Fernando Kireeff, e o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), anunciaram na tarde de ontem aos funcionários da telefônica e à imprensa um plano emergencial para tirar a companhia de um ''declinante fluxo de caixa'' e declararam ter um plano de expansão que começa este ano.
Dizendo estar surpreso com a situação ruim em que encontrou as finanças da empresa, Kireeff disse que espera economizar R$ 690 mil por mês na Sercomtel Celular com políticas de redução de custos, como o fechamento de duas lojas de vendas, no Shopping Catuaí e na Avenida Maringá; uma drástica diminuição de investimento em publicidade e a reestruturação do quadro de funcionários, com aproximadamente 50 servidores estatutários que estão na folha de pagamento da Sercomtel Celular passando a trabalhar para a vertente de telefonia fixa da companhia.
''Sem essas medidas, fecharíamos 2009 com um déficit de caixa de R$ 3,9 milhões na Sercomtel Celular. Em 2010, esse prejuízo chegaria a R$ 6,6 milhões. Agora, esperamos fechar este ano com um saldo positivo de R$ 1 milhão e o ano que vem com R$ 1,6 milhão no caixa'', explicou Kireeff. Na Sercomtel Fixa, o cenário financeiro é bem melhor. ''Devemos fechar 2009 com R$ 11 milhões em caixa e 2010 com R$ 16 milhões'', arriscou o presidente.
Também é previsto que, a partir de julho de 2010, a Sercomtel Celular comece a pagar uma dívida de R$ 14 milhões que tem com a Fixa. Esse dinheiro, somado a mais de R$ 30 milhões que a Sercomtel espera arrecadar com a venda de concessões de televisão a cabo que a empresa possui em Osasco (SP) e São José, na região metropolitana de Florianópolis (SC), vai impulsionar, segundo Kireeff, o plano de expansão da empresa, que já tem autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para atuar na telefonia fixa e Internet em todo o Paraná. ''É um recurso que tem que vir 'carimbado' para ser usado na expansão'', comentou.
Outra medida anunciada foi o encerramento das atividades da Companhia Nacional de Call Center (Ask!), outra coligada da Sercomtel, em São Leopoldo (RS), onde a empresa atende a uma companhia de energia elétrica. Inicialmente, Kireeff havia declarado que essa medida resultaria em uma economia de R$ 100 mil mensais, que corresponderia ao prejuízo que a empresa tem naquele estado. Porém, posteriormente esse dado foi corrigido pelo diretor-administrativo e financeiro da Ask!, Jefferson Belasque, que afirmou não ter prejuízo na prestação de serviços à companhia gaúcha, mas relevou que seria vantajoso restringir os serviços da coligada à sede de Londrina.
Segundo o presidente da Sercomtel, a reestruturação financeira faz parte do objetivo de traçar uma ''estratégia clara e definida'' para chegar a um plano de atuação da telefônica, reafirmando que a expansão é a meta principal. A rede de cabos óticos que pertence à Copel - dona de 45% das ações da Sercomtel - deve fazer parte do ''plano estratégico'' de Kireeff. ''É uma rede ótima, com excelente capilaridade e que possibilita um serviço de alta qualidade, mas que o torna mais caro. Temos que estudar também a expansão pela rede comum.''
Quanto à Sercomtel Celular, que tem 90 mil clientes em Londrina e não pode atuar fora da cidade, Kireeff disse que a empresa não está perto do fim e deve se fortalecer oferecendo ''difereciais'', como qualidade técnica e bom atendimento.


