Sercomtel anula licitação da publicidade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de setembro de 2013
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
A Sercomtel anulou a licitação para a contratação de agência de publicidade e propaganda. Aberta em janeiro, com o teto de R$ 3,3 milhões, a concorrência foi interrompida antes que as propostas financeiras apresentadas fossem avaliadas pela empresa. De acordo com o presidente da telefônica, Christian Schneider, a decisão foi embasada em pareceres da assessoria jurídica, apontando problemas no resultado do julgamento das propostas técnicas.
Segundo Schneider, uma das concorrentes apresentou recurso à subcomissão responsável pela análise das propostas argumentando vícios no resultado, como falta da ata da sessão de julgamento e ausência de critérios objetivos para a nota dada às empresas que disputavam o certame. "Submeti o questionamento ao nosso jurídico e disseram que os vícios existiam. Para evitar futuras discussões na Justiça, decidi pela anulação."
Desde que o contrato de publicidade anterior foi encerrado, em novembro de 2011, os gestores da Sercomtel não conseguiram ainda emplacar uma nova agência, ora por recursos de concorrentes, ora por suspeitas de irregularidades. Agora, uma nova tentativa deverá ser feita depois que o edital atual for revisado pela diretoria da empresa, para a promoção de alterações no texto. O valor máximo também poderá ser alterado.
"Uma das mudanças deverá ser na subcomissão, que não deverá ter membros da Sercomtel. A minha intenção é ter apenas integrantes indicados por órgãos de classe, que vão passar por uma espécie de treinamento sobre as regras da licitação antes de atuar no julgamento de propostas", antecipou Schneider, que prevê abrir a nova licitação em 15 dias. A licitação anulada tinha previsão de ser concluída no mês de agosto.
A tentativa anterior de contratar agência de publicidade ocorreu no ano passado, quando foi feito um chamamento público, em caráter emergencial, por R$ 1,6 milhão. O processo foi impugnado pelo Sindicato das Agências de Propaganda do Paraná (Sinapro). Antes, ainda na conturbada gestão de Roberto Coutinho Mendes, o Ministério Público (MP) barrou a contratação emergencial da Intervox, que tinha o mesmo valor estabelecido no certame anulado agora (R$ 3,3 milhões), porém, por apenas seis meses.


