A procura dos restos mortais do deputado Rubens Paiva, desaparecido desde 1971, quando foi preso em sua casa no Rio, deve continuar hoje, após uma interrupção de cinco dias. A informação é do comandante do Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Marcos Aurélio Carlos da Silva. A área onde o corpo do deputado teria sido enterrado, localizada no Alto da Boa Vista, na zona norte da cidade, pertence ao quartel do Grupamento que a utiliza como heliponto e campo de instrução e treinamento.
O coronel contou hoje que, no dia 10 de fevereiro, seu quartel recebeu a visita de peritos do Intituto Médico Legal, do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, e de representantes do Ministério Público Federal que, acompanhados do repórter Pedro Bial, da TV Globo, e dos dois militares que indicaram onde estaria o corpo, pediram para fazer as buscas no campo de instrução. ‘‘Cheguei a ver os dois militares, mas não consegui guardar-lhes a fisionomia porque era muita gente e eles não me foram apresentados’’, disse o coronel Marcos.
‘‘Pela dimensão do assunto, preferi falar com o meu superior, que encaminhou o problema até o governador do Estado.’’ Segundo o comandante do Grupamento de Socorro Florestal, desde o Carnaval até meados da semana passada, um sonar especial vasculhou o terreno, mas nada encontrou.

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