Seo Boneco é acusado de calote
Albari RosaMixariaSeo Boneco, clone de personagem de Chico Anysio: Não devo mais que R$ 4 milUm calote de campanha está movimentando o PT do Paraná. O presidente municipal do partido em Curitiba, Pedro Paulo Costa, solicitou ao comando estadual o ajuizamento de uma ação na Justiça Eleitoral pedindo de cassação de registro da candidatura de Daniel Rocha de Meira. Seo Boneco, como o candidato é mais conhecido na praça por imitar personagem do humorista Chico Anysio, é acusado de não saldar dívidas contraídas com fornecedores de seu material de campanha e trabalhadores que foram contratados para divulgar sua candidatura na cidade.
Nos últimos dias, o partido tem recebido insistentes telefonemas do comércio, que ameaça denunciar os calotes do senhor Boneco, diz o ofício assinado por Pedro Paulo Costa e dirigido ao presidente estadual do PT, Roberto Salomão, que ainda não definiu o que vai fazer. No ofício, Costa alega que Seo Boneco não retorna ligações e se recusa a falar sobre a dívida.
Seo Boneco deve e não nega, paga quando puder. Disse ontem à Folha que por mixaria estão tentando inviabilizá-lo. Esta é a terceira tentativa de reeleição dele. A primeira foi em 92, quando concorreu a vereador pelo PST. Em 94, disputou à Assembléia pelo PL. Não devo mais que R$ 4 mil, assegurou. Ele afirmou que muitas das pendências foram contraídas por pessoas que se infiltraram na sua campanha. Lancei a minha candidatura na 1.250 (danceteria) e tive que bancar 6 mil litros de chope por que um doador deu para trás, justificou.
Aos 31 anos, casado e pai de cinco filhos, Daniel Rocha de Meira se diz um petista convicto. O PT tem uma ideologia nota 10, mas infelizmente tem muitas panelinhas, observou. Animado com a eleição, Seo Boneco disse que foi no PT que encontrou espaço para crescer politicamente. Este ano, por exemplo, estou dobrando com candidatos potentes, o Cheida e o Stica, disse ele numa referências as dobradinhas eleitorais que fez com os candidatos à Câmara Federal, o ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida, e o vereador de Curitiba, Natálio Stica. (L.D)





