Sentença reduz pressão sobre a Câmara
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sexta-feira, 02 de dezembro de 2005
Folhapress 
Brasília - A cassação de José Dirceu (PT-SP), na noite de anteontem, reduziu a pressão sobre a Câmara, mas manteve a tensão entre oposicionistas e governistas. No dia seguinte, os deputados avaliaram que a partir de agora a Casa e o Conselho de Ética terão mais tranquilidade para trabalhar. Porém, as divergências e trocas de farpas continuaram. ''A impressão que temos é que a situação agora está mais calma'', avaliou o líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ). ''Mas se o PT entender que a cassação foi política, a batalha poderá ser retomada'', anunciou. Maia disse que não atacou José Dirceu nem usou sua influência de líder para amealhar votos contra o petista.
Ele acredita que alguns deputados do PFL votaram contra a cassação de Dirceu. Minutos depois das declarações de Maia, o líder do PT, Henrique Fontana (RS), respondeu à oposição. ''A Câmara fez uma cassação política porque não havia prova de quebra de decoro'', defendeu. ''Infelizmente, a oposição tem demonstrado uma virulência muito grande e uma indisposição para o diálogo'', atacou.
Já o líder do PSDB, Alberto Goldman (SP), devolveu. ''Houve uma tentativa de enganar a opinião pública ao pedir provas'', analisou. ''Se a gente tivesse, em casos de corrupção, documento assinado, seria muito mais fácil'', afirmou Goldman. ''Mas nestes casos não há necessidade de documentação.'' Desentendimentos à parte, o fato é que os parlamentares acreditam que o clima político vai se ''desanuviar'' e que o Legislativo deu uma resposta à sociedade, que queria as cabeças dos dois principais personagens do que se convencionou chamar de escândalo do mensalão -Roberto Jefferson e José Dirceu.


