Rosa Costa
Agência Estado
De Brasília
Convocados para trabalhar extraordinariamente até o dia 14 de fevereiro, os senadores descobriram no primeiro dia de sessão deliberativa que não há muito o que votar. Há 13 propostas pendentes na pauta, nenhuma delas em regime de urgência, como deveria ocorrer no período, ou capaz de despertar debates acirrados que ajudariam a preencher o tempo. ‘‘Estou agoniado’’, disse o presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Osmar Dias (PSDB-PR). Serão submetidas à sua comissão apenas os dois projetos da pauta que tratam do regime da Previdência complementar.
Dias chamou o período extraordinário de ‘‘convocação manca’’. ‘‘Há muita coisa para ser votada pelos deputados e quase nada pelos senadores’’, explicou. O motivo é constitucional, já que o presidente da República é obrigado a convocar o Congresso e não uma de suas Casas separadamente.
Reunidos ontem com o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), líderes de todos os partidos saíram do encontro praticamente sem ter o que dizer. A única informação de que dispunham é sobre a prioridade que será dada à votação de duas propostas: o projeto que proíbe a venda de armas de fogo e a emenda que limita os gastos das Câmaras Municipais, aprovada ontem na CCJ – leia ao lado. ‘‘A análise da pauta do Senado mostra que as matérias poderiam ter uma votação normal, fora da convocação’’, defendeu o vice-líder do PT, José Eduardo Dutra (SE).