Senadores mostram preocupação com as finanças públicas
Patrícia Zanin
Os três senadores do Paraná só têm críticas aos seis primeiros meses do segundo mandato do governador Jaime Lerner (PFL). Não tenho visto programa de governo em execução. Só pessoas desesperadas atrás de recursos para tapar o buraco do déficit. Nada mais posso dizer, afirmou ontem o senador Alvaro Dias (PSDB).
Para Osmar Dias (PSDB), a drástica situação do Estado coincide com previsões que ele havia feito há cerca de dois anos. A dificuldade impede o governo de desenvolver qualquer ação. O senador disse que o déficit não possibilitará o cumprimento de compromissos de campanha. O tucano reclamou de ter sido considerado inimigo do Paraná porque atrasou a relatoria dos empréstimos do Paraná junto a bancos internacionais. Relatei sabendo que o Paraná não poderia aplicá-los por falta de contrapartida.
Na opinião do senador Roberto Requião (PMDB), o fato mais importante do governo Lerner nos últimos seis meses foi o casamento da filha do governador, Andréa. Ela se casou recentemente, em Nova York. Foi o fato mais importante do semestre: o casamento no barco Celestial nas águas do rio Hudson, em torno ilha de Manhattan, regado a camarões graúdos e champanhe Korbel.
Para Requião, o balanço do primeiro semestre do governo está em frente ao Palácio Iguaçu, referindo-se ao acampamento dos sem-terra. O Estado modelo foi transformado numa Alagoas, repetiu Requião. Ele criticou a venda da Copel, do Banestado, da Ferroeste e o pedágio das rodovias estaduais.





