Senadores já gastaram R$ 1,6 milhão
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domingo, 20 de abril de 2008
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Transparência Brasil, organização de combate à corrupção, publicou em seu site um estudo sobre as verbas de gabinete no Senado em que analisa a prestação de contas de 73 dos 81 senadores em relação ao uso das chamadas verbas indenizatórias. Na soma geral, os senadores da República já gastaram R$ 1,6 milhão desde o início das atividades parlamentares deste ano. A maior fatia - R$ 621 mil -, foi consumida na categoria que inclui transporte, alimentação, estadia e combustível.
O estudo traz despesas com transporte, divulgação e aluguel, dos meses de fevereiro (quando iniciaram os trabalhos legislativos), março e abril. A verba indenizatória serve para apoiar as atividades parlamentares - como viagens, aluguéis, hotéis, divulgação.
Entre os três senadores do Paraná - todos prestaram contas -, o que mais gastou foi Flávio Arns, do PT. De acordo com os dados da Transparência, o total foi de R$ 21.427,74, incluindo as despesas com transporte (R$ 14.556,00), divulgação (R$ 600,00) e aluguel (R$ 6.271,74). Em seguida vem Osmar Dias (PDT), com total de R$ 13.932,97. A maior despesa do pedetista foi com transporte (R$ 6,4 mil), divulgação (quatro mil) e aluguel (3,5 mil).
O ex-governador Álvaro Dias (PSDB) aparece em terceiro no ranking estadual. O senador tucano gastou, conforme o levantamento, R$ 7.640,66 desde fevereiro. A maior despesa foi com aluguel (seis mil), seguido de transporte (cerca de 1,5 mil).
Entre os senadores que forneceram suas despesas, quem mais gastou nesse período foi Demóstenes Torres (DEM-GO), que atingiu a soma de R$ 42.313,80. O campeão de gastos forneceu as despesas em fevereiro (15 mil), março (15 mil) e abril (12,3 mil).
Em entrevista à FOLHA por telefone, ontem à tarde, Alvaro Dias defendeu o fim da verba indenizatória. Na opinião dele, deveria ser rediscutido o salário de senador (R$ 16 mil), melhorando o valor e acabando com as verbas suplementares. O tucano admite que não há clima para se falar em aumento para parlamentares, só em redução nas indenizações. Osmar Dias e Flávio Arns não foram localizados para comentar o estudo.
Os deputados federais também recebem verbas para custear suas atividades. A Câmara autorizou, semana passada, o aumento na verba de gabinete, de R$ 50,8 mil para R$ 60 mil mensais. Para o presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), aqueles que criticaram o reajuste buscavam uma ''platéia fácil''.


