A emenda constitucional que desvincula a carreira militar das demais carreiras do serviço público deve ser aprovada sem dificuldades no Senado, no período de convocação extraordinária, a se reiniciar nesta terça-feira. A mudança, defendida pelo governo e vista com desconfiança pela oposição, possibilitará o reajuste do vencimento dos servidores militares e civis em datas e valores diferenciados. Para o líder do bloco da oposição, José Eduardo Dutra (PT-SE), a emenda vai anular a decisão do Senado de extinguir, com a reforma da Previdência Social, a aposentadoria especial para os militares.
Dutra previu ainda que a alteração desobrigará os militares de seguir o valor fixado como teto salarial para os servidores públicos, de R$ 12.720,00. O fato, na opinião do senador, permitirá que alguns coronéis da Polícia Militar continuem recebendo salários acima de R$ 30 mil. O líder do governo, Élcio Alvares (PFL-ES), discorda de Dutra. Ele assegura que foram tomadas todas as precauções para tornar compatível a emenda com as mudanças propostas pela reforma administrativa e da previdência.

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