No que depender dos três senadores paranaenses, a proposta de aumento de 90,7% dos salários dos parlamentares não deverá passar no Senado. Osmar Dias (PDT), Alvaro Dias (PSDB) e Flávio Arns (PT) declararam ontem que são contrários e que deverão votar contra o salário de R$ 24,5 mil.
  ‘‘Somente votamos a favor se for o mesmo índice de reajuste do salários dos trabalhadores. Fora disso, vamos combater. Se não houver mudança na proposta, não votaremos em nenhum candidato a presidente’’, disse Osmar, que é líder do PDT na Casa, cuja bancada é composta por quatro senadores.
  Arns também disse concordar somente com a reposição da inflação. ‘‘Uma coisa razoável e que meu partido está defendendo, é que (o reajuste) esteja em torno do índice de inflação nos quatro anos de mandado, cerca de 28%. Também defendo que tenhamos um debate sobre isso para que a gente tenha uma legislação que permita tornar os procedimentos claros, transparentes, e que leve em conta a difrença entre o menor e o maior salário, extensivo ao Judiciário e o Ministério Público. Salário mínimo de R$ 350 e teto de R$ 24 mil, não tem como’’, defendeu. O senador petista acrescentou que a limitação também se estenda ao Judiciário.
  Já Alvaro Dias defende a reforma do Legislativo antes da discussão sobre os salários. ‘‘Não deveria estar na pauta se o salário de senador e de deputado deve ser equiparado ao de juiz. Não é questão de mérito. É de oportunidade.
O Congresso passa por um mau momento, em que está contaminado pela corrupção. Tem que recuperar a credibilidade primeiro e para isso, tenho defendido a reforma no Legislativo’’, argumentou. ‘‘A pergunta é quantos seremos e para depois discutir quanto merecemos.’’

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