Senadores do PR votarão contra índice de 90,7%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
No que depender dos três senadores paranaenses, a proposta de aumento de 90,7% dos salários dos parlamentares não deverá passar no Senado. Osmar Dias (PDT), Alvaro Dias (PSDB) e Flávio Arns (PT) declararam ontem que são contrários e que deverão votar contra o salário de R$ 24,5 mil.
Somente votamos a favor se for o mesmo índice de reajuste do salários dos trabalhadores. Fora disso, vamos combater. Se não houver mudança na proposta, não votaremos em nenhum candidato a presidente, disse Osmar, que é líder do PDT na Casa, cuja bancada é composta por quatro senadores.
Arns também disse concordar somente com a reposição da inflação. Uma coisa razoável e que meu partido está defendendo, é que (o reajuste) esteja em torno do índice de inflação nos quatro anos de mandado, cerca de 28%. Também defendo que tenhamos um debate sobre isso para que a gente tenha uma legislação que permita tornar os procedimentos claros, transparentes, e que leve em conta a difrença entre o menor e o maior salário, extensivo ao Judiciário e o Ministério Público. Salário mínimo de R$ 350 e teto de R$ 24 mil, não tem como, defendeu. O senador petista acrescentou que a limitação também se estenda ao Judiciário.
Já Alvaro Dias defende a reforma do Legislativo antes da discussão sobre os salários. Não deveria estar na pauta se o salário de senador e de deputado deve ser equiparado ao de juiz. Não é questão de mérito. É de oportunidade.
O Congresso passa por um mau momento, em que está contaminado pela corrupção. Tem que recuperar a credibilidade primeiro e para isso, tenho defendido a reforma no Legislativo, argumentou. A pergunta é quantos seremos e para depois discutir quanto merecemos.


