Senadores do Paraná devem votar contra CSS
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
Karla Losse Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O projeto de lei que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), deve ter dificuldades para ser aprovada no Senado. Entre os senadores paranaenses, a unanimidade é pelo voto contrário à medida. De acordo com o senador Flávio Arns (PT), a criação de novos impostos não resolve os problemas do país. Ele argumenta que o governo já aumentou a carga tributária para compensar a perda de arrecadação, ampliando a cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). ''O governo está tendo arrecadação recorde e só o aumento nos impostos depois da extinção da CPMF já alcança R$ 15 bilhões. A iniciativa da CSS vai na contramão do que a sociedade deseja'', alega.
Arns, que integra a bancada governista, prevê que deverá sofrer pressões por parte do partido para votar pela aprovação da lei. ''A melhor coisa que podemos fazer é votar um projeto novo e cortar gastos públicos, fugindo da tentação fácil de aumentar impostos a qualquer problema que apareça'', disse.
Para o senador Alvaro Dias (PSDB), o novo imposto é inconstitucional. ''É uma aberração constitucional e uma afronta às pessoas que pagam impostos no Brasil. Eu não acredito que (o projeto) passe no Senado, mas se for aprovado, nós entraremos no Supremo Tribunal Federal com uma ação direta de inconstitucionalidade'', afirmou.
Osmar Dias (PDT) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, ser contrário ao projeto por acreditar que o governo centraliza cada vez mais a arrecadação com a criação de contribuições sem repassar recursos aos estados e municípios. Ele disse que como líder da bancada de seu partido no Senado irá orientar pela votação contrária.
O projeto deve começar a tramitar no Senado nos próximos dias, após ter sido aprovado, anteontem, na Câmara Federal, por 259 votos favoráveis contra 159. Como adiantou a FOLHA, a bancada paranaense ficou dividida na votação. Votaram contra Abelardo Lupion (DEM-PR), Eduardo Sciarra (DEM-PR), Luciano Pizzatto (DEM-PR), Luiz Carlos Setim (DEM-PR), Barbosa Neto (PDT-PR), Max Rosenmann (PMDB-PR), Cezar Silvestri (PPS-PR), Dilceu Sperafico (PP-PR), Affonso Camargo (PSDB-PR), Alfredo Kaefer (PSDB-PR) e Gustavo Fruet (PSDB-PR). Votaram pela aprovação Hermes Parcianello (PMDB-PR), Marcelo Almeida (PMDB-PR), Moacir Micheletto (PMDB-PR), Odilio Balbinotti (PMDB-PR), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Nelson Meurer (PP-PR), Ricardo Barros (PP-PR), Airton Roveda (PR-PR), Chico da Princesa (PR-PR), Giacobo (PR-PR), Angelo Vanhoni (PT-PR), Dr. Rosinha (PT-PR), Alex Canziani (PTB-PR) e Takayama (PSC). Estavam ausentes André Vargas (PT), Assis do Couto (PT), Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Ratinho Júnior (PSC).


